Como resultado, elaboramos um video que finalmente traduzisse todo o processo pelo qual passamos até o momento da execução.
Focamos principalmente nas entrevistas, dando força às vozes dos cidadãos de Catas Altas.
Foi um trabalho incrível, e está em discussão a possibilidade de continuar com o projeto.
Não foi possível carregar o video, mas o link está logo abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=K7AXjmbhRVc
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Voz no Ponto - A Intervenção
O processo
Em um longo processo de elaboração e testes para a intervenção/interferência que faríamos na cidade de Catas Altas, ao chegarmos lá, dividimos as tarefas entre os integrantes do grupo, para que assim tudo corresse em seu devido tempo e que a intervenção desse certo.
Logo que chegamos em Catas Altas, parte da equipe passou a entrevistar as pessoas da cidade, deixando-as expressar suas opiniões e críticas em relação ao lugar onde moravam. Nós perguntávamos de forma que as informações que recebíamos eram as mais amplas possíveis, muitas vezes memórias dos próprios moradores da cidade. Era importante deixá-los à vontade para expressar o que quisessem, uma vez que Voz no Ponto tratava exatamente de dar voz àquilo que as pessoas tivessem para falar.
Também foram feitas imagens da cidade e das pessoas, em diferentes lugares da região e momentos do dia, gravando até mesmo detalhes como diferentes texturas. Mais tarde, essa filmagem seria projetada na nossa intervenção.
Assim que chegamos, também, passamos a continuar o processo de divulgação que já havíamos começado nas redes sociais, mas agora colando cartazes pela cidade e convidando as pessoas a participarem de uma ação que seria realizada especialmente para elas.
Para a instalação no ponto de ônibus no bairro, nos utilizamos da energia elétrica proveniente do bar ao lado do ponto, de forma que colocamos metros e mais metros de extensão até que este alcançasse o nosso local escolhido. De lá, montamos todo um sistema elétricos na parte superior das toras de madeira, de forma que à noite, a fiação estaria praticamente invisível.
Para as caixinhas de som e as formas geométricas, pintamos todas em azul (remetendo à logo Voz no Ponto), e as distribuímos em todo o ponto, colando-as à madeira. De lá sairiam os áudios contendo as entrevistas feitas previamente.
Confeccionamos, também, pequenas luminárias em papel paraná (mesmo material para as formas geométricas), fazendo pequenos furos nelas e pintando-as de preto, e instalamos quatro delas, sendo duas dentro do ponto,e duas direcionadas um pouco mais para fora.
Para fixar o projetor ao ponto, o prendemos com lacres de uma forma que pudéssemos manuseá-lo mesmo que estivesse fixo ao ponto, para ajustes e melhoras mais perto do momento da intervenção.
A execução
Logo ao anoitecer, as pessoas começaram a se aproximar. E, o que aquelas pessoas que sempre estavam ali viam ao passar? Totalmente estranho e diferente do normal, haviam imagens sendo projetadas na grama atrás do ponto. O ponto, que sempre havia sido um local totalmente escuro, estava iluminado e realmente convidativo. E quanto mais próximo dele, mais podiam-se ouvir vozes misturadas, talvez de uma ou outra pessoa que alguém conhecesse. Este foi o clima que conseguimos criar, para torná-lo atraente para as pessoas que passariam, assim como aquelas que iriam ali especialmente para participar do nosso pequeno projeto.
Em geral, algumas pessoas tinham receio de se aproximar. Afinal, o que seria aquilo no bairro delas, que elas nunca sequer ouviram falar e do nada estava ali? Mas com o tempo, e com uma maior aproximação de outras pessoas, o medo foi sendo superado pela curiosidade, e então, elas se aproximavam.
Enquanto pessoas sentavam, ou acomodavam-se para ouvir o que as caixinhas de som emitiam, outras passavam na frente da projeção, brincando com a imagem que era projetada em suas roupas e na própria grama.
Era visível a diferença que as luminária faziam, dando um aspecto completamente diferente ao ponto, tornando-o sem dúvidas mais atrativo para aqueles que passavam ou ali ficavam.
Em um longo processo de elaboração e testes para a intervenção/interferência que faríamos na cidade de Catas Altas, ao chegarmos lá, dividimos as tarefas entre os integrantes do grupo, para que assim tudo corresse em seu devido tempo e que a intervenção desse certo.
Logo que chegamos em Catas Altas, parte da equipe passou a entrevistar as pessoas da cidade, deixando-as expressar suas opiniões e críticas em relação ao lugar onde moravam. Nós perguntávamos de forma que as informações que recebíamos eram as mais amplas possíveis, muitas vezes memórias dos próprios moradores da cidade. Era importante deixá-los à vontade para expressar o que quisessem, uma vez que Voz no Ponto tratava exatamente de dar voz àquilo que as pessoas tivessem para falar.
Também foram feitas imagens da cidade e das pessoas, em diferentes lugares da região e momentos do dia, gravando até mesmo detalhes como diferentes texturas. Mais tarde, essa filmagem seria projetada na nossa intervenção.
Assim que chegamos, também, passamos a continuar o processo de divulgação que já havíamos começado nas redes sociais, mas agora colando cartazes pela cidade e convidando as pessoas a participarem de uma ação que seria realizada especialmente para elas.
Para a instalação no ponto de ônibus no bairro, nos utilizamos da energia elétrica proveniente do bar ao lado do ponto, de forma que colocamos metros e mais metros de extensão até que este alcançasse o nosso local escolhido. De lá, montamos todo um sistema elétricos na parte superior das toras de madeira, de forma que à noite, a fiação estaria praticamente invisível.
Para as caixinhas de som e as formas geométricas, pintamos todas em azul (remetendo à logo Voz no Ponto), e as distribuímos em todo o ponto, colando-as à madeira. De lá sairiam os áudios contendo as entrevistas feitas previamente.
Confeccionamos, também, pequenas luminárias em papel paraná (mesmo material para as formas geométricas), fazendo pequenos furos nelas e pintando-as de preto, e instalamos quatro delas, sendo duas dentro do ponto,e duas direcionadas um pouco mais para fora.
Para fixar o projetor ao ponto, o prendemos com lacres de uma forma que pudéssemos manuseá-lo mesmo que estivesse fixo ao ponto, para ajustes e melhoras mais perto do momento da intervenção.
A execução
Logo ao anoitecer, as pessoas começaram a se aproximar. E, o que aquelas pessoas que sempre estavam ali viam ao passar? Totalmente estranho e diferente do normal, haviam imagens sendo projetadas na grama atrás do ponto. O ponto, que sempre havia sido um local totalmente escuro, estava iluminado e realmente convidativo. E quanto mais próximo dele, mais podiam-se ouvir vozes misturadas, talvez de uma ou outra pessoa que alguém conhecesse. Este foi o clima que conseguimos criar, para torná-lo atraente para as pessoas que passariam, assim como aquelas que iriam ali especialmente para participar do nosso pequeno projeto.
Em geral, algumas pessoas tinham receio de se aproximar. Afinal, o que seria aquilo no bairro delas, que elas nunca sequer ouviram falar e do nada estava ali? Mas com o tempo, e com uma maior aproximação de outras pessoas, o medo foi sendo superado pela curiosidade, e então, elas se aproximavam.
Enquanto pessoas sentavam, ou acomodavam-se para ouvir o que as caixinhas de som emitiam, outras passavam na frente da projeção, brincando com a imagem que era projetada em suas roupas e na própria grama.
Era visível a diferença que as luminária faziam, dando um aspecto completamente diferente ao ponto, tornando-o sem dúvidas mais atrativo para aqueles que passavam ou ali ficavam.
Ainda que tenhamos conseguido executar a intervenção sem maiores problemas, e que muitas pessoas tenham participado dela, queríamos que mais pessoas tivessem participado, sem medo de se expor ou de falar o que realmente pensa, nem de fazer parte da voz ativa daquela cidade frente aos seus problemas. Porém, é muito difícil (ainda que não impossível) engajar uma população que não está acostumada a esse tipo de ação, e talvez se pudéssemos refazer a intervenção, pensaríamos em artifícios que as chamassem com mais eficácia.
É muito importante que elas saibam que elas tem, sim, voz ali. Para exigir seus direitos, para reclamar sobre o que não estão satisfeitas, para reivindicar mudanças e melhorias. A cidade é delas, e para elas.
Principalmente as pessoas do bairro Vista Alegre, as quais sentem-se abandonadas e esquecidas, tanto pela esfera política quanto pelo resto da cidade. E elas ficavam indignadas com isso! Porque segundo elas, era aquele o melhor bairro da cidade. E por que aquelas pessoas se queixavam de abandono? E por que não, então, levantar a voz e lutar pelo que é seu por direito?
Conversamos com tantas pessoas, e tantas outras, receptivas, chegavam até nós para contar de suas experiências e sabedorias. São pessoas humildes, mas não no sentido estritamente econômico da coisa. São pessoas humildes, sem interesse impróprio nenhum em apenas chegar e começar uma conversa animada e distraída. São pais, filhos, trabalhadores, estudantes, assim como todas as outras pessoas da cidade. E são, principalmente, pessoas que sentem que seu bairro teria todo o potencia de ser um bairro melhor, mas que também sabem que para o governo, ainda não são prioridade.
Posso afirmar, com toda a certeza que tenho, que aprendemos muito com elas. Aprendemos muito com todo o processo de interagir, conversar, ouvir suas histórias, sentir suas dores e decepções quanto à cidade, e até mesmo quanto à vida de um modo geral.
Esperamos, sinceramente, que os moradores do bairro Vista Alegre, assim como de toda a cidade, nunca desistam de lutar pelos direitos que são seus, para que sempre possam construir uma cidade cada vez melhor de morar e construir, assim, suas histórias.
Enquanto Voz no Ponto, cumprimos nossa parte.
Que agora seja a vez deles.
Voz no Ponto
Alice Werner
Emidio Souza
Fernanda Nobre
Gabriela Castro
Júlia Candelária
Libner Melo
Mariana Belo
Sara Lins
Principalmente as pessoas do bairro Vista Alegre, as quais sentem-se abandonadas e esquecidas, tanto pela esfera política quanto pelo resto da cidade. E elas ficavam indignadas com isso! Porque segundo elas, era aquele o melhor bairro da cidade. E por que aquelas pessoas se queixavam de abandono? E por que não, então, levantar a voz e lutar pelo que é seu por direito?
Conversamos com tantas pessoas, e tantas outras, receptivas, chegavam até nós para contar de suas experiências e sabedorias. São pessoas humildes, mas não no sentido estritamente econômico da coisa. São pessoas humildes, sem interesse impróprio nenhum em apenas chegar e começar uma conversa animada e distraída. São pais, filhos, trabalhadores, estudantes, assim como todas as outras pessoas da cidade. E são, principalmente, pessoas que sentem que seu bairro teria todo o potencia de ser um bairro melhor, mas que também sabem que para o governo, ainda não são prioridade.
Posso afirmar, com toda a certeza que tenho, que aprendemos muito com elas. Aprendemos muito com todo o processo de interagir, conversar, ouvir suas histórias, sentir suas dores e decepções quanto à cidade, e até mesmo quanto à vida de um modo geral.
Esperamos, sinceramente, que os moradores do bairro Vista Alegre, assim como de toda a cidade, nunca desistam de lutar pelos direitos que são seus, para que sempre possam construir uma cidade cada vez melhor de morar e construir, assim, suas histórias.
Enquanto Voz no Ponto, cumprimos nossa parte.
Que agora seja a vez deles.
Voz no Ponto
Alice Werner
Emidio Souza
Fernanda Nobre
Gabriela Castro
Júlia Candelária
Libner Melo
Mariana Belo
Sara Lins
Créditos às fotos
Fernanda Nobre
Sara Lins
Guilherme de Vasconcelos
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
SketchUp Sensitivo em Grupo - Ponto Vista Alegre
A proposta era desenvolver um modelo no SketchUp que representasse as sensações que o grupo teve, com suas substâncias (causas) e ações (consequências). Assim como o sensitivo individual, é difícil representar ideias e sensações em formas tão concretas, porém ao conseguir traduzir as nossas impressões para elas, o modelo até começa a ganhar algum sentido. Ao menos foi o que percebi durante a elaboração de ambos os modelos (sensitivo individual e em grupo).
Abaixo, o video do modelo sensitivo em grupo:quinta-feira, 10 de outubro de 2013
SketchUp Sensitivo (individual) - Ponto Vista Alegre
O local escolhido pelo grupo foi o ponto de ônibus localizado no bairro Vista Alegre, na cidade de Catas Altas. Após recolhermos e analisarmos as sensações que sentimos, assim como suas substâncias e ações, elaboramos uma lista única para o grupo. O resultado desta junção foram sensações marcantes, ainda que sejam difíceis de reprentá-las sensitivamente. Abaixo, a minha animação:
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
SketchUp de Medidas - Ponto Vista Alegre
Durante nossa estadia na cidade, anotamos todas as medidas do ponto e do local onde estava situado, de forma que poderíamos planejar a intervenção à distância. Pois na próxima viagem, só teremos tempo apenas para montá-la; ter as medidas e testar a intervenção de forma realista é uma grande ajuda.
Com as medidas em mãos, desenvolvemos um modelo no SketchUp do ponto de ônibus no Vista Alegre.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Objeto interativo
A proposta era propiciar uma interação entre as pessoas que manuseariam o objeto, ou entre a própria pessoa e o objeto. Para tal, desenvolvi um dodecaedro (poliedro de 12 faces), que funcionaria apenas quando todas as faces fossem pressionadas. Logo, o ideal era que no mínimo seis pessoas o segurassem para que pudesse funcionar. Uma vez funcionando, LEDs acendiam dentro da estrutura, e dependendo da maneira como moveria o objeto, girando-o, virando-o de cabeça para baixo, as luzes mudavam.
Para montar a estrutura, utilizei pasta polionda transparente, colando as faces com durex (apesar de não gostar muito, o durex deixou a estrutura bastante firme). para fazer a estrutura para colocar o circuito, passei barbante no interior, indo de um lado a outro do dodecaedro, deixando as linhas esticadas e se encontrando no meio, e prendi os elementos do circuito nelas.
Meu circuito elétrico foi bastante simples. Eu pretendia usar LDR nas faces, para que o circuito fechasse quando todos estivessem tapados (os sensores funcionariam com ausência de luz), mas ele era extremamente sensível, e funcionava na presença de luz e não o contrário, logo, não funcionou. Como solução alternativa, interliguei as faces com fios condutores, e em cada face, construí uma pequena chave, que ao pressionar o objeto, ela fecharia e permitiria a passagem da corrente.
Usei LEDs foscos nas cores amarela, vermelha e verde, ligados a baterias de 3V e 9V, e com dois caminhos para corrente, usando como chave sensores de mercúrio (abre ou fecha a chave de acordo com a posição do sensor), o que permitia que as cores mudassem ao mover o objeto.
Para acabamento, cobri o dodecaedro com papel vegetal, o qual permitia que a luz se sobressaísse com mais intensidade. Provavelmente, se eu tivesse que refazer o objeto, eu usaria outro material, pois as chaves acabaram ficando muito aparentes sob o papel, apesar de ter gostado muito do jeito que o papel vegetal dispersa a luz.
Este foi o resultado final!
Consegui traduzir bem a ideia que eu tinha, deixando-o bastante parecido com como eu o dia imaginado.
Consegui traduzir bem a ideia que eu tinha, deixando-o bastante parecido com como eu o dia imaginado.
Abaixo, o vídeo do objeto funcionando.
Obs: no vídeo (como pode ser percebido no áudio), ele acabou não exatamente mudando as cores conforme as pessoas o moviam, mas tanto no teste que eu fiz quanto na apresentação em sala ele funcionou!!)
sábado, 5 de outubro de 2013
Performance em Catas Altas - Ponto Vista Alegre
Para a escolha do local, ficamos com o ponto de ônibus situado no bairro Vista Alegre, o maior bairro e também o mais afastado. Dede o princípio, vimos ali uma gama de possibilidades de interferir na dinâmica do local, já que apesar de ser um ponto de ônibus, a população atribuiu-lhe outros usos. Por estar ao lado de um bar, muitas das pessoas que estavam nele acabavam indo para o ponto, para conversar, beber, e ter uma vista mais ampla do lugar ao redor. Crianças brincavam ali, pendurando-se e pulando entre as toras de madeira, ou até mesmo as pessoas chegavam ali só para sentar e conversar.
Mais do que qualquer coisa, prezamos por adicionar ao lugar uma maior visibilidade, e que isso refletisse para o resto do bairro, já que os moradores queixaram-se sobre o abandono que eles sentiam que sofriam.
Depois de decidirmos o local onde faríamos, tivemos que elaborar uma performance, que mostrasse nossas impressões sobre o local, assim como as ideias mais primitivas que tivemos sobre possibilidades de intervenção.
Para a performance, priorizamos mostrar os fluxos e os diferentes usos do ponto.
E como sempre havia pessoas lá enquanto ensaiávamos, moldamos nossa performance para se adequar tanto em momentos em que o ponto estivesse vazio, quanto quando estivesse cheio.
Abaixo, o video:
Mais do que qualquer coisa, prezamos por adicionar ao lugar uma maior visibilidade, e que isso refletisse para o resto do bairro, já que os moradores queixaram-se sobre o abandono que eles sentiam que sofriam.
Depois de decidirmos o local onde faríamos, tivemos que elaborar uma performance, que mostrasse nossas impressões sobre o local, assim como as ideias mais primitivas que tivemos sobre possibilidades de intervenção.
Para a performance, priorizamos mostrar os fluxos e os diferentes usos do ponto.
E como sempre havia pessoas lá enquanto ensaiávamos, moldamos nossa performance para se adequar tanto em momentos em que o ponto estivesse vazio, quanto quando estivesse cheio.
Abaixo, o video:
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Croquis - Catas Altas
Um croqui livre sobre qualquer lugar da cidade e outro da parte interior da Igreja. Eu não pude participar da dinâmica dentro da Igreja, então fiz um croqui sobre a área exterior. Sobre o croqui livre, escolhi uma das casas de estilo colonial, na rua que dava acesso à Igreja.
Workshop de croquis - Catas altas
No centro do auditório da pousada, foram colocados dois objetos de madeira, e ao redor deles diversas cadeiras em circulo. Cada pessoa, primeiramente, poderia escolher onde queria sentar. E conforme os desenhos iam mudando, a pessoa avançava algumas cadeiras para o lado, mudando o ponto de vista e luz para o objeto.
Para cada desenho, era estipulado um tempo, que era marcado de acordo com trechos de músicas. A regra principal era não retirar o lápis ou a caneta do desenho, mantendo um traço único. Os tempos para os desenhos variavam bastante, de 3 minutos a 10 segundos. E os desenhos alternavm-se entre apenas o objeto, e o objeto com contexto (sala, janelas, cadeiras, pessoas etc)
3 minutos
30 segundos
A parte mais divertida (e o resultado que eu mais gostei), foi quando o objetivo do desenho era contextualizar o desenho que mais agradou cada um, reproduzindo os objetos repetidamente, na mesma página. O que eu escolhi foi o primeiro dos croquis.
Foi um exercício muito produtivo, porque nós passamos a pensar mais na estrutura em geral do objeto, do que nos detalhes estéticos em si, tendo assim uma melhor impressão dele. A questão do traço solto e único (não retirar o lápis do papel) foi muito importante também, porque com o tempo dá mais segurança e precisão na hora de marcar o traço. Pra mim, foi essencial, já que me preocupo excessivamente em reproduzir cada mínimo detalhe nos desenhos, normalmente.
domingo, 8 de setembro de 2013
Croquis - Inhotim
Galeria Adriana Varejão
The Murder of Crows, Janet Cardiff - Detalhe da mesa e do objeto
The Murder of Crows, Janet Cardiff
The Murder of Crows, Janet Cardiff - Detalhe da estrutura do teto
True Rouge, Tunga
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Croquis - Museu da Pampulha
Em um primeiro momento, em aproximadamente uma hora e meia, tivemos que escolher dois ângulos para dois desenhos sobre o Museu da Pampulha. Os ângulos de minha escolha foram o da região frontal, pegando ainda um pouco da lateral, e para o outro desenho, a fachada da parte de trás.
Num segundo momento, todos nos reunimos em frente ao Museu, com o material de desenho em mãos. Tivemos que fazer alguns desenhos em tempos determinados, sem retirar o lápis do papel. Por sempre me prender muito aos detalhes, acabei não conseguindo desenhar toda a fachada em nenhuma das vezes, mas foi interessante praticar a rapidez e a percepção, juntamente com o traço solto e único.
Seminário de Design de Interação
Para o seminário apresentado sobre design de interação, tivemos que escolher duas obras, uma que constasse entre as referências dadas, e outro de nossa própria escolha.
Entre as referências, escolhemos Evoke, de Usman Haque, e pela escolha livre, encontramos uma obra situada em Inhotim, Forty Part Motet, de Janet Cardiff.
Evoke - Usman Haque
"Um projeto especialmente encomendado pelo Illuminating York 2007 no norte da Inglaterra, Evoke é uma enorme projeção animada que ilumina a fachada da Catedral de York, em resposta às pessoas no público, que usam suas próprias vozes para 'evocar' padrões coloridos de luzes que emergem das bases do edifício e voam em direção ao céu, dando à superfície um aspecto mágico enquanto ela se derrete em cores.
A Catedral, construída para ligar conceitualmente terra aos céus, tem sido um local para o transporte de palavras, sonhos e aspirações de centenas de anos. A fachada foi concebida para orientar os olhares dos transeuntes para cima. Como uma tentativa de continuar esta tradição, os padrões Evoke são gerados em tempo real com as palavras, sons, música e ruídos produzidos coletivamente pelo público (gritos, palmas, assobios, etc) determinado por suas características particulares da voz. As cores vão atravessar a superfície da Catedral, invadindo suas características fendas, emergindo finalmente, perto do topo da fachada, onde vai brilhar lá no alto.
Pessoas com vozes de frequências diferentes, ritmos ou cadências serão capazes de evocar diferentes padrões mágicos sobre a superfície do edifício: um canto suave resultará num conjunto completamente diferente de efeitos visuais comparado a um longo uivo, por exemplo, misturando velho e novo para continuar animando a fachada da Catedral."
Forty Part Motet - Janet Cardiff
"Thomas Tallis, compositor inglês do século 16, compôs Spem in Alium nunquam habui para a comemoração do aniversário da Rainha Elizabeth 1ª, em 1575. O moteto (um tipo de composição polifônica medieval) para oito coros de cinco vozes trata de humildade e transcendência, dois temas importantes para o compositor católico numa época em que a fé católica era reprimida pelo Estado soberano da Inglaterra. A peça é conhecida como uma das mais complexas obras polifônicas para canto coral jamais compostas. Utilizando microfones individuais, Janet Cardiff gravou cada integrante do coral da Catedral de Salisbury, trabalhando com vozes masculinas – baixo, barítono e tenor – assim como com uma soprano infantil. Na instalação, a artista usa um alto-falante para cada voz, o que permite ao espectador ouvir as diferentes vozes e perceber as diferentes combinações e harmonias à medida que percorre a instalação. Janet Cardiff é uma das artistas mais prolíficas de uma arte que se vale da tecnologia de ponta. Seu trabalho emprega diversos meios expressivos, abrangendo vídeo, instalação e gravação de som."
domingo, 25 de agosto de 2013
Croquis - Escola de Arquitetura UFMG
O objetivo era fazer dois croquis, sendo um da parte interna e outro da parte externa da Escola de Arquitetura da UFMG.
Da área externa, desenhei a fachada virada para a Rua Gonçalves Dias, e da intera, escolhei a parte do corredor com os elevadores e a escada.
Da área externa, desenhei a fachada virada para a Rua Gonçalves Dias, e da intera, escolhei a parte do corredor com os elevadores e a escada.
O que eu achei difícil sobre os desenhos foi a questão do ponto de vista e das proporções. Como eu tinha que desenhar perto, há várias linhas de fuga, o que dificultou bastante o processo de desenhar.
E sobre o segundo desenho, eu o fiz enquanto estava sentada o mais afastada que pude, e tinham alguns detalhes, como um sistema de canos no teto, que ultrapassavam meu campo de visão, e que ficavam impossíveis de reproduzir no croqui - por este motivo acabei deixando-os de fora do desenho.
domingo, 18 de agosto de 2013
Ciclovias, que vocês sejam ocupadas!
Em um incentivo ao uso constante e correto das ciclovias, este foi o local escolhido por nosso grupo para a confecção do panfleto, cujo objetivo era convidar as pessoas a ocuparem determinada área.
Queríamos ter a oportunidade de conscientizar todos os cidadãos de que é um direito deles o acesso à esse meio de transporte alternativo, ainda que não tenha a abrangência que os outros têm.
São quase 53km de ciclovia em toda a Belo Horizonte, cortando vários bairros e integrando seus moradores, de forma a tornar mais fácil sua convivência, uma vez que são incontáveis as pessoas que precisam se deslocar por longas distâncias para chegar ao seu lugar de trabalho.
Ciclistas, tirem a poeira de suas bicicletas, adotem esse hábito saudável e ocupem as ciclovias!
Motoristas, respeitem os limites entre os espaços, assim como os próprios ciclistas!
sábado, 17 de agosto de 2013
A Perfomance
Diante do desafio de elaborar uma performance sobre apropriação do espaço baseada nas estratégias aqui postadas anteriormente, me arrisco a dizer que apesar de sermos amadores, conseguimos passar a mensagem que queríamos.
Como era a primeira vez que fazíamos algo do gênero, foi difícil criar algo inteiramente original, sem nos apoiarmos nos exemplos que nos foram dados. Mas quando oito pessoas se juntam, cada uma com suas próprias ideias, é incrível como surge algo interessante, e divertido.
Precisávamos procurar um lugar inusitado para que pudéssemos ocupá-lo. Nada parecia clarear nossas ideias, até que vimos uma mesa em um estreito corredor. Algo tão simples, mas que se ajustou perfeitamente aos nossos planos.
Abaixo, o video da performance:
Foi uma experiência maravilhosa, testando nossa capacidade de planejar uma apresentação com os recursos que tínhamos, nos concentrando diante de tantos olhares enquanto procurávamos manter o silêncio e a seriedade que o momento exigia.
Faço das minhas palavras válidas para os outros grupos, igualmente interessantes e que, apesar de amadores se saíram muito bem.
Para nós que fizemos e refizemos algumas vezes antes do resultado final, é facil ver aquilo no que poderíamos ter feito diferente. Mas acho que eu não mudaria nada. O trabalho foi espetacular da nossa forma.
Espero que daqui a alguns anos possamos rever essas imagens e sorrir, pensando em tudo o que aprendemos desde então.
Grupo: Rafael Kalil, Isabela Guerra, Gabriela Ruas, Daniela Lauria, Alice Werner, Letícia Notini, Mariana Belo, Raquel Calazans.
Como era a primeira vez que fazíamos algo do gênero, foi difícil criar algo inteiramente original, sem nos apoiarmos nos exemplos que nos foram dados. Mas quando oito pessoas se juntam, cada uma com suas próprias ideias, é incrível como surge algo interessante, e divertido.
Precisávamos procurar um lugar inusitado para que pudéssemos ocupá-lo. Nada parecia clarear nossas ideias, até que vimos uma mesa em um estreito corredor. Algo tão simples, mas que se ajustou perfeitamente aos nossos planos.
Abaixo, o video da performance:
Queríamos repassar a ideia do lugar extremamente comum, e como esse mesmo lugar podia se transformar no nosso próprio palco.
Há também a questão do estranhamento; uma mesa parada desordenadamente em um lugar onde há um fluxo interminável de pessoas, um obstáculo para aqueles que por ali passam muitas vezes sem nem sequer olhá-lo. E ainda, as pessoas que tentam e conseguem ultrapassá-lo.
Foi uma experiência maravilhosa, testando nossa capacidade de planejar uma apresentação com os recursos que tínhamos, nos concentrando diante de tantos olhares enquanto procurávamos manter o silêncio e a seriedade que o momento exigia.
Faço das minhas palavras válidas para os outros grupos, igualmente interessantes e que, apesar de amadores se saíram muito bem.
Para nós que fizemos e refizemos algumas vezes antes do resultado final, é facil ver aquilo no que poderíamos ter feito diferente. Mas acho que eu não mudaria nada. O trabalho foi espetacular da nossa forma.
Espero que daqui a alguns anos possamos rever essas imagens e sorrir, pensando em tudo o que aprendemos desde então.
Grupo: Rafael Kalil, Isabela Guerra, Gabriela Ruas, Daniela Lauria, Alice Werner, Letícia Notini, Mariana Belo, Raquel Calazans.
domingo, 11 de agosto de 2013
Flash Mobs
Com o advento,e mais recentemente, com a grande expansão das redes sociais, a comunicação tornou-se algo tão acessível quanto prática, de forma que em mais um de seus benefícios, traz a facilidade com que pessoas são convidadas a participar de mobilizações instantâneas, muitas vezes acerca de alguma questão atual, seja ela política, social, econômica, entre muitas outras. É nesse contexto que surge o Flash Mob.
Pelo fato de ser completamente planejado através das redes sociais, é característica nata do Flash Mob a sua rápida divulgação, e seu alcance a um maior número de pessoas. Em alguns casos, a ação é inclusive divulgada pouco tempo antes de acontecer, para evitar qualquer tipo de repressão por partes das autoridades. As mobilizações são sempre ações inusitadas, seja por uma dança, um grupo cantando, ou alguma outra forma que chame a atenção das pessoas ao redor.
O vídeo a seguir mostra um exemplo de Flash Mob de cunho social, abraçando a causa da sustentabilidade.
Outra forma de Flash Mob é o artístico, organizado para diversão e entretenimento. O vídeo mostra um dos maiores Flash Mobs já feitos, ocorrido na comemoração de um programa da televisão americana.
Fontes e referências:
- http://lorahvieira.blogspot.com.br/2011/04/maiso-que-e-flash-mob.html
-http://www.coletivoverde.com.br/flashmob-sustentavel/
-http://mobbrasil.wordpress.com/2009/10/26/33/
Pelo fato de ser completamente planejado através das redes sociais, é característica nata do Flash Mob a sua rápida divulgação, e seu alcance a um maior número de pessoas. Em alguns casos, a ação é inclusive divulgada pouco tempo antes de acontecer, para evitar qualquer tipo de repressão por partes das autoridades. As mobilizações são sempre ações inusitadas, seja por uma dança, um grupo cantando, ou alguma outra forma que chame a atenção das pessoas ao redor.
O vídeo a seguir mostra um exemplo de Flash Mob de cunho social, abraçando a causa da sustentabilidade.
"O programa Canadense Testé sur des humains fez um Flashmob super interessante em um shopping de Québec. A experiência se propôs a analisar a ação de pessoas comuns ao se depararem com uma garrafa esquecida ao lado de um lixo."
Outra forma de Flash Mob é o artístico, organizado para diversão e entretenimento. O vídeo mostra um dos maiores Flash Mobs já feitos, ocorrido na comemoração de um programa da televisão americana.
Fontes e referências:
- http://lorahvieira.blogspot.com.br/2011/04/maiso-que-e-flash-mob.html
-http://www.coletivoverde.com.br/flashmob-sustentavel/
-http://mobbrasil.wordpress.com/2009/10/26/33/
Deriva e Flâneur
O andar sem rumo
"Uma pessoa que se entrega à deriva renuncia às razões de se deslocar e agir que conhece para se deixar levar pelas solicitações do terreno e dos encontros que lhe correspondem"
A teoria da deriva de Guy Lebord baseia-se em conhecer a cidade ao
caminhar sem direção ou sem rumo pré-definido, em uma passagem rápida porém detalhista por
variadas ambiências, sendo levado a criar situações diferentes daquelas já
consideradas rotineiras. O papel do homem passa de apenas habitante da cidade para um observador crítico do que há à sua volta.
Nesta teoria, o espaço urbano
é considerado como um espaço a ser explorado, descoberto, onde seu mapa seria feito a posteriori, por isto se distanciando completamente do significado de viagem ou
passeio. Seria preciso deixar-se levar pelos inúmeros
caminhos de um labirinto para então desembaralhá-lo e assim poder denominá-lo
como cidade.
Trata-se de um olhar mais subjetivo do homem sobre tudo o que o cerca, ao optar por ambientes diferentes dos quais seu olhar apenas vê, mas não enxerga.
Caminhar, observar, imaginar
Diferente da deriva, o Flâneur, desenvolvido pelo francês Charles Baudelaire, é o caminhar lento e minimalista, onde o que importa é a atenção voltada para os detalhes e peculiaridades. Importa-se primordialmente com a qualidade do que é visto, independente de um percurso ou caminho previamente estabelecido.
Nas palavras de Baudelaire, Flâneur:
''É uma pessoa que anda pela cidade a fim de experimentá-la"É ouvir as histórias que as ruas e seus andarilhos têm a contar, abrir-se ao desconhecido de forma a desvendá-lo. Apegar-se à arte que emana das enérgicas ruas em que passa. Imaginar-se do outro lado da rua, sendo alguém além de você, com memórias além das suas. É perder-se na cidade para conhecê-la profundamente.
Fontes e referências:
- http://caroltsv.blogspot.com.br/2009/03/o-que-e-flaneur-o-termo-flaneur-vem-do.html
- http://caroltsv.blogspot.com.br/2009/03/o-que-e-flaneur-o-termo-flaneur-vem-do.html
- http://www.geografia.fflch.usp.br/graduacao/apoio/Apoio/Apoio_Fani/flg0560/2010/Teoria_da_Deriva.pdf
- http://www.youtube.com/watch?v=HdzkUP2mBMk
- http://sociedadedeinformacaoetecnologias.blogspot.com.br/2011/08/o-flaneur-segundo-baudelaire.html
- http://www.youtube.com/watch?v=A6Jej3Rp3oU
- http://www.youtube.com/watch?v=bZHbpaBsNzI
- http://experimentosurbano.blogspot.com.br/2011/08/guy-debord-teoria-da-deriva.html
- http://www.youtube.com/watch?v=HdzkUP2mBMk
- http://sociedadedeinformacaoetecnologias.blogspot.com.br/2011/08/o-flaneur-segundo-baudelaire.html
- http://www.youtube.com/watch?v=A6Jej3Rp3oU
- http://www.youtube.com/watch?v=bZHbpaBsNzI
- http://experimentosurbano.blogspot.com.br/2011/08/guy-debord-teoria-da-deriva.html
Parkour
Libedade, agilidade e superação
O Parkour nasce na
França como uma arte do deslocamento, onde o objetivo daquele que o pratica é
otimizar o tempo normalmente gasto para mover-se de um lugar a outro, superando
obstáculos móveis e fixos em diferentes áreas e planos. O traceur – nome dado
àquele que exerce os movimentos do Parkour – deve adaptar-se ao ambiente a sua
volta, de forma a fazer parte dele e aproveitar ao máximo o espaço disponível.
São movimentos que representam a liberdade do homem, sua capacidade de tomar decisões
ao seguir seu próprio instinto, forçando os limites tanto do corpo quanto da
mente.
Mais do que arte, e até mesmo esporte, David Belle, o
criador do Parkour, o descreve como uma filosofia de vida, a qual trata de
superar o medo diante dos desafios que podem surgir ao longo de seu percurso.
Belle questiona os motivos para todo ser humano seguir pelo caminho mais fácil,
quando se pode testar seus limites e ir além. É uma analogia direta aos desafios
que nos são propostos todos os dias, não pelo ambiente, mas sim pelas relações
interpessoais e pela busca da superação individual. Trata-se de estabelecer
objetivos, e persistir em alcançá-los, independentemente dos obstáculos que venham a surgir ao longo do caminho.
Fontes e referências:
- http://www.youtube.com/watch?v=JUeHrPazTtY (David Belle - Parkour)
- http://www.youtube.com/watch?v=myuX_qQATa8 (David Belle - Eu Salto de Telhado em Telhado - 2009)
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