Num segundo momento, todos nos reunimos em frente ao Museu, com o material de desenho em mãos. Tivemos que fazer alguns desenhos em tempos determinados, sem retirar o lápis do papel. Por sempre me prender muito aos detalhes, acabei não conseguindo desenhar toda a fachada em nenhuma das vezes, mas foi interessante praticar a rapidez e a percepção, juntamente com o traço solto e único.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Croquis - Museu da Pampulha
Em um primeiro momento, em aproximadamente uma hora e meia, tivemos que escolher dois ângulos para dois desenhos sobre o Museu da Pampulha. Os ângulos de minha escolha foram o da região frontal, pegando ainda um pouco da lateral, e para o outro desenho, a fachada da parte de trás.
Seminário de Design de Interação
Para o seminário apresentado sobre design de interação, tivemos que escolher duas obras, uma que constasse entre as referências dadas, e outro de nossa própria escolha.
Entre as referências, escolhemos Evoke, de Usman Haque, e pela escolha livre, encontramos uma obra situada em Inhotim, Forty Part Motet, de Janet Cardiff.
Evoke - Usman Haque
"Um projeto especialmente encomendado pelo Illuminating York 2007 no norte da Inglaterra, Evoke é uma enorme projeção animada que ilumina a fachada da Catedral de York, em resposta às pessoas no público, que usam suas próprias vozes para 'evocar' padrões coloridos de luzes que emergem das bases do edifício e voam em direção ao céu, dando à superfície um aspecto mágico enquanto ela se derrete em cores.
A Catedral, construída para ligar conceitualmente terra aos céus, tem sido um local para o transporte de palavras, sonhos e aspirações de centenas de anos. A fachada foi concebida para orientar os olhares dos transeuntes para cima. Como uma tentativa de continuar esta tradição, os padrões Evoke são gerados em tempo real com as palavras, sons, música e ruídos produzidos coletivamente pelo público (gritos, palmas, assobios, etc) determinado por suas características particulares da voz. As cores vão atravessar a superfície da Catedral, invadindo suas características fendas, emergindo finalmente, perto do topo da fachada, onde vai brilhar lá no alto.
Pessoas com vozes de frequências diferentes, ritmos ou cadências serão capazes de evocar diferentes padrões mágicos sobre a superfície do edifício: um canto suave resultará num conjunto completamente diferente de efeitos visuais comparado a um longo uivo, por exemplo, misturando velho e novo para continuar animando a fachada da Catedral."
Forty Part Motet - Janet Cardiff
"Thomas Tallis, compositor inglês do século 16, compôs Spem in Alium nunquam habui para a comemoração do aniversário da Rainha Elizabeth 1ª, em 1575. O moteto (um tipo de composição polifônica medieval) para oito coros de cinco vozes trata de humildade e transcendência, dois temas importantes para o compositor católico numa época em que a fé católica era reprimida pelo Estado soberano da Inglaterra. A peça é conhecida como uma das mais complexas obras polifônicas para canto coral jamais compostas. Utilizando microfones individuais, Janet Cardiff gravou cada integrante do coral da Catedral de Salisbury, trabalhando com vozes masculinas – baixo, barítono e tenor – assim como com uma soprano infantil. Na instalação, a artista usa um alto-falante para cada voz, o que permite ao espectador ouvir as diferentes vozes e perceber as diferentes combinações e harmonias à medida que percorre a instalação. Janet Cardiff é uma das artistas mais prolíficas de uma arte que se vale da tecnologia de ponta. Seu trabalho emprega diversos meios expressivos, abrangendo vídeo, instalação e gravação de som."
domingo, 25 de agosto de 2013
Croquis - Escola de Arquitetura UFMG
O objetivo era fazer dois croquis, sendo um da parte interna e outro da parte externa da Escola de Arquitetura da UFMG.
Da área externa, desenhei a fachada virada para a Rua Gonçalves Dias, e da intera, escolhei a parte do corredor com os elevadores e a escada.
Da área externa, desenhei a fachada virada para a Rua Gonçalves Dias, e da intera, escolhei a parte do corredor com os elevadores e a escada.
O que eu achei difícil sobre os desenhos foi a questão do ponto de vista e das proporções. Como eu tinha que desenhar perto, há várias linhas de fuga, o que dificultou bastante o processo de desenhar.
E sobre o segundo desenho, eu o fiz enquanto estava sentada o mais afastada que pude, e tinham alguns detalhes, como um sistema de canos no teto, que ultrapassavam meu campo de visão, e que ficavam impossíveis de reproduzir no croqui - por este motivo acabei deixando-os de fora do desenho.
domingo, 18 de agosto de 2013
Ciclovias, que vocês sejam ocupadas!
Em um incentivo ao uso constante e correto das ciclovias, este foi o local escolhido por nosso grupo para a confecção do panfleto, cujo objetivo era convidar as pessoas a ocuparem determinada área.
Queríamos ter a oportunidade de conscientizar todos os cidadãos de que é um direito deles o acesso à esse meio de transporte alternativo, ainda que não tenha a abrangência que os outros têm.
São quase 53km de ciclovia em toda a Belo Horizonte, cortando vários bairros e integrando seus moradores, de forma a tornar mais fácil sua convivência, uma vez que são incontáveis as pessoas que precisam se deslocar por longas distâncias para chegar ao seu lugar de trabalho.
Ciclistas, tirem a poeira de suas bicicletas, adotem esse hábito saudável e ocupem as ciclovias!
Motoristas, respeitem os limites entre os espaços, assim como os próprios ciclistas!
sábado, 17 de agosto de 2013
A Perfomance
Diante do desafio de elaborar uma performance sobre apropriação do espaço baseada nas estratégias aqui postadas anteriormente, me arrisco a dizer que apesar de sermos amadores, conseguimos passar a mensagem que queríamos.
Como era a primeira vez que fazíamos algo do gênero, foi difícil criar algo inteiramente original, sem nos apoiarmos nos exemplos que nos foram dados. Mas quando oito pessoas se juntam, cada uma com suas próprias ideias, é incrível como surge algo interessante, e divertido.
Precisávamos procurar um lugar inusitado para que pudéssemos ocupá-lo. Nada parecia clarear nossas ideias, até que vimos uma mesa em um estreito corredor. Algo tão simples, mas que se ajustou perfeitamente aos nossos planos.
Abaixo, o video da performance:
Foi uma experiência maravilhosa, testando nossa capacidade de planejar uma apresentação com os recursos que tínhamos, nos concentrando diante de tantos olhares enquanto procurávamos manter o silêncio e a seriedade que o momento exigia.
Faço das minhas palavras válidas para os outros grupos, igualmente interessantes e que, apesar de amadores se saíram muito bem.
Para nós que fizemos e refizemos algumas vezes antes do resultado final, é facil ver aquilo no que poderíamos ter feito diferente. Mas acho que eu não mudaria nada. O trabalho foi espetacular da nossa forma.
Espero que daqui a alguns anos possamos rever essas imagens e sorrir, pensando em tudo o que aprendemos desde então.
Grupo: Rafael Kalil, Isabela Guerra, Gabriela Ruas, Daniela Lauria, Alice Werner, Letícia Notini, Mariana Belo, Raquel Calazans.
Como era a primeira vez que fazíamos algo do gênero, foi difícil criar algo inteiramente original, sem nos apoiarmos nos exemplos que nos foram dados. Mas quando oito pessoas se juntam, cada uma com suas próprias ideias, é incrível como surge algo interessante, e divertido.
Precisávamos procurar um lugar inusitado para que pudéssemos ocupá-lo. Nada parecia clarear nossas ideias, até que vimos uma mesa em um estreito corredor. Algo tão simples, mas que se ajustou perfeitamente aos nossos planos.
Abaixo, o video da performance:
Queríamos repassar a ideia do lugar extremamente comum, e como esse mesmo lugar podia se transformar no nosso próprio palco.
Há também a questão do estranhamento; uma mesa parada desordenadamente em um lugar onde há um fluxo interminável de pessoas, um obstáculo para aqueles que por ali passam muitas vezes sem nem sequer olhá-lo. E ainda, as pessoas que tentam e conseguem ultrapassá-lo.
Foi uma experiência maravilhosa, testando nossa capacidade de planejar uma apresentação com os recursos que tínhamos, nos concentrando diante de tantos olhares enquanto procurávamos manter o silêncio e a seriedade que o momento exigia.
Faço das minhas palavras válidas para os outros grupos, igualmente interessantes e que, apesar de amadores se saíram muito bem.
Para nós que fizemos e refizemos algumas vezes antes do resultado final, é facil ver aquilo no que poderíamos ter feito diferente. Mas acho que eu não mudaria nada. O trabalho foi espetacular da nossa forma.
Espero que daqui a alguns anos possamos rever essas imagens e sorrir, pensando em tudo o que aprendemos desde então.
Grupo: Rafael Kalil, Isabela Guerra, Gabriela Ruas, Daniela Lauria, Alice Werner, Letícia Notini, Mariana Belo, Raquel Calazans.
domingo, 11 de agosto de 2013
Flash Mobs
Com o advento,e mais recentemente, com a grande expansão das redes sociais, a comunicação tornou-se algo tão acessível quanto prática, de forma que em mais um de seus benefícios, traz a facilidade com que pessoas são convidadas a participar de mobilizações instantâneas, muitas vezes acerca de alguma questão atual, seja ela política, social, econômica, entre muitas outras. É nesse contexto que surge o Flash Mob.
Pelo fato de ser completamente planejado através das redes sociais, é característica nata do Flash Mob a sua rápida divulgação, e seu alcance a um maior número de pessoas. Em alguns casos, a ação é inclusive divulgada pouco tempo antes de acontecer, para evitar qualquer tipo de repressão por partes das autoridades. As mobilizações são sempre ações inusitadas, seja por uma dança, um grupo cantando, ou alguma outra forma que chame a atenção das pessoas ao redor.
O vídeo a seguir mostra um exemplo de Flash Mob de cunho social, abraçando a causa da sustentabilidade.
Outra forma de Flash Mob é o artístico, organizado para diversão e entretenimento. O vídeo mostra um dos maiores Flash Mobs já feitos, ocorrido na comemoração de um programa da televisão americana.
Fontes e referências:
- http://lorahvieira.blogspot.com.br/2011/04/maiso-que-e-flash-mob.html
-http://www.coletivoverde.com.br/flashmob-sustentavel/
-http://mobbrasil.wordpress.com/2009/10/26/33/
Pelo fato de ser completamente planejado através das redes sociais, é característica nata do Flash Mob a sua rápida divulgação, e seu alcance a um maior número de pessoas. Em alguns casos, a ação é inclusive divulgada pouco tempo antes de acontecer, para evitar qualquer tipo de repressão por partes das autoridades. As mobilizações são sempre ações inusitadas, seja por uma dança, um grupo cantando, ou alguma outra forma que chame a atenção das pessoas ao redor.
O vídeo a seguir mostra um exemplo de Flash Mob de cunho social, abraçando a causa da sustentabilidade.
"O programa Canadense Testé sur des humains fez um Flashmob super interessante em um shopping de Québec. A experiência se propôs a analisar a ação de pessoas comuns ao se depararem com uma garrafa esquecida ao lado de um lixo."
Outra forma de Flash Mob é o artístico, organizado para diversão e entretenimento. O vídeo mostra um dos maiores Flash Mobs já feitos, ocorrido na comemoração de um programa da televisão americana.
Fontes e referências:
- http://lorahvieira.blogspot.com.br/2011/04/maiso-que-e-flash-mob.html
-http://www.coletivoverde.com.br/flashmob-sustentavel/
-http://mobbrasil.wordpress.com/2009/10/26/33/
Deriva e Flâneur
O andar sem rumo
"Uma pessoa que se entrega à deriva renuncia às razões de se deslocar e agir que conhece para se deixar levar pelas solicitações do terreno e dos encontros que lhe correspondem"
A teoria da deriva de Guy Lebord baseia-se em conhecer a cidade ao
caminhar sem direção ou sem rumo pré-definido, em uma passagem rápida porém detalhista por
variadas ambiências, sendo levado a criar situações diferentes daquelas já
consideradas rotineiras. O papel do homem passa de apenas habitante da cidade para um observador crítico do que há à sua volta.
Nesta teoria, o espaço urbano
é considerado como um espaço a ser explorado, descoberto, onde seu mapa seria feito a posteriori, por isto se distanciando completamente do significado de viagem ou
passeio. Seria preciso deixar-se levar pelos inúmeros
caminhos de um labirinto para então desembaralhá-lo e assim poder denominá-lo
como cidade.
Trata-se de um olhar mais subjetivo do homem sobre tudo o que o cerca, ao optar por ambientes diferentes dos quais seu olhar apenas vê, mas não enxerga.
Caminhar, observar, imaginar
Diferente da deriva, o Flâneur, desenvolvido pelo francês Charles Baudelaire, é o caminhar lento e minimalista, onde o que importa é a atenção voltada para os detalhes e peculiaridades. Importa-se primordialmente com a qualidade do que é visto, independente de um percurso ou caminho previamente estabelecido.
Nas palavras de Baudelaire, Flâneur:
''É uma pessoa que anda pela cidade a fim de experimentá-la"É ouvir as histórias que as ruas e seus andarilhos têm a contar, abrir-se ao desconhecido de forma a desvendá-lo. Apegar-se à arte que emana das enérgicas ruas em que passa. Imaginar-se do outro lado da rua, sendo alguém além de você, com memórias além das suas. É perder-se na cidade para conhecê-la profundamente.
Fontes e referências:
- http://caroltsv.blogspot.com.br/2009/03/o-que-e-flaneur-o-termo-flaneur-vem-do.html
- http://caroltsv.blogspot.com.br/2009/03/o-que-e-flaneur-o-termo-flaneur-vem-do.html
- http://www.geografia.fflch.usp.br/graduacao/apoio/Apoio/Apoio_Fani/flg0560/2010/Teoria_da_Deriva.pdf
- http://www.youtube.com/watch?v=HdzkUP2mBMk
- http://sociedadedeinformacaoetecnologias.blogspot.com.br/2011/08/o-flaneur-segundo-baudelaire.html
- http://www.youtube.com/watch?v=A6Jej3Rp3oU
- http://www.youtube.com/watch?v=bZHbpaBsNzI
- http://experimentosurbano.blogspot.com.br/2011/08/guy-debord-teoria-da-deriva.html
- http://www.youtube.com/watch?v=HdzkUP2mBMk
- http://sociedadedeinformacaoetecnologias.blogspot.com.br/2011/08/o-flaneur-segundo-baudelaire.html
- http://www.youtube.com/watch?v=A6Jej3Rp3oU
- http://www.youtube.com/watch?v=bZHbpaBsNzI
- http://experimentosurbano.blogspot.com.br/2011/08/guy-debord-teoria-da-deriva.html
Parkour
Libedade, agilidade e superação
O Parkour nasce na
França como uma arte do deslocamento, onde o objetivo daquele que o pratica é
otimizar o tempo normalmente gasto para mover-se de um lugar a outro, superando
obstáculos móveis e fixos em diferentes áreas e planos. O traceur – nome dado
àquele que exerce os movimentos do Parkour – deve adaptar-se ao ambiente a sua
volta, de forma a fazer parte dele e aproveitar ao máximo o espaço disponível.
São movimentos que representam a liberdade do homem, sua capacidade de tomar decisões
ao seguir seu próprio instinto, forçando os limites tanto do corpo quanto da
mente.
Mais do que arte, e até mesmo esporte, David Belle, o
criador do Parkour, o descreve como uma filosofia de vida, a qual trata de
superar o medo diante dos desafios que podem surgir ao longo de seu percurso.
Belle questiona os motivos para todo ser humano seguir pelo caminho mais fácil,
quando se pode testar seus limites e ir além. É uma analogia direta aos desafios
que nos são propostos todos os dias, não pelo ambiente, mas sim pelas relações
interpessoais e pela busca da superação individual. Trata-se de estabelecer
objetivos, e persistir em alcançá-los, independentemente dos obstáculos que venham a surgir ao longo do caminho.
Fontes e referências:
- http://www.youtube.com/watch?v=JUeHrPazTtY (David Belle - Parkour)
- http://www.youtube.com/watch?v=myuX_qQATa8 (David Belle - Eu Salto de Telhado em Telhado - 2009)
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